31.1.08

Review: These New Puritans - Beat Pyramid


These New Puritans - Beat Pyramid(2008)

O ano mal começou e já temos uma surpresa mais do que agradável, o álbum Beat Pyramid do These New Puritans, que é facinho o melhor álbum de janeiro.
These New Puritans são três moleques(os gêmeos Jack e George Barnnet e o não-gêmeo Thomas Hein) e uma menina(Sophie Sleig-Johnson) que devem ter no máximo 20 anos aparentemente de Southend, na Inglaterra. Jack(vocal/guitarra) e Thomas (baixo) querem ser o Ian Curtis no palco, mas com as mãos ocupadas por seus instrumentos, isso fica díficil. Sophie assume os sintetizadores, e George a bateria. Eu os definiria como uma espécie de rock epilético, se é que isso existe, vocês entenderão melhor quando ouvirem. Devidamente apresentados, vamos ao álbum.
Beat Pyramid apresenta um começo um tanto quanto místico, músicas falando sobre numerologia e cores, quase seu horóscopo diário. Mas é logo nessas duas músicas que eles já depositam grande parte de sua força. "Numerology AKA Numbers"
explica direitinho pra gente o que cada número significa(não como a Xuxa apresenta as letras), e ainda apresenta um trecho com uma atmosfera incrível durante o "numbeeeeeers, numbeeers...."; em seguida guitarra suja e bateria empolgante, é
"Colours", que apresenta um ótimo riff depois e durante os "go go go...." e termina com o final quase que melancólico, que encaixa perfeitamente na música.
"Swords of Truth" tem uma introdução onde você acha que entrará a Beyonce cantando, mas é quase isso, no meio de tantas misturas ao longo do cd, aqui é onde fica mais claro a influência do hip hop no trabalho deles.
Já no meio do disco, encontramos as músicas mais interessantes: "Elvis" é um hit instantâneo e que foi botado pra tocar na coleção "Cavaleiros Urbanos" da Ellus, durante o São Paulo Fashion Week, é daquelas músicas que você coloca no modo de repetição do Media Player, aqui é onde o vocal parece ser mais epilético, como eu disse no ínicio, não é díficil imaginar Billy Joe cantando essa música com aqueles olhares pro nada e com as veias saltadas no pescoço. Já "En Papier", não tem nada de hit, mas é onde a banda apresenta seu trabalho mais consistente, é uma mistura de várias coisas, o que as vezes pode não dar certo, mas nesse caso deu, um começo Death From Above 1979 seguido de um riff ritmado de uma nota só antecede o refrão cantado ao estilo Blur antigo, emendando na seqüencia uma parte semelhante do que faz Carl Barat cantando "What Katie Did", quase que sussurrado com um fundo que se encaixaria perfeitamente em uma música do....Battles(!?). Não contentes, fazem um final que lembra de longe o encerramento de "Rebellion" do Arcade Fire. Passados quase 5 minutos e você pode voltar a respirar.
Ainda há espaço de destaque para a "mkk3", que lembra Rakes nos bons momentos e para a instrumental "Doppelgange", que na verdade é a única instrumental decifrável do álbum. Já "C.16th", "Infinity Ytinifni" e "£4" primam pela repetição em seus refrões.
A última música de verdade do Pyramid, é "Costume", a única música inteiramente lenta, o que não é ruim de jeito nenhum, seria até interessante ver mais músicas lentas dessa banda que faz muito barulho durante o álbum inteiro, mas barulho muito bem feito.

Voltando para Numerology onde Jack Barnnet Canta:
"Number 1 is the indvidual
Number 2: duality
Number 3, ? numerology is all shit
Number 4 is the number that runs through this music
Number 6 is the sword on your neck
Number 7: surreality
Number 9, this is where the cycle ends
Number 10, here we start again"

Ele se esqueceu justamente dos números 5 e 8, que são os número que formam a nota desse cd. 5,8? Não!

Nota: 8,5

Tracklist:
01: ...ce I Will Say This Twice
->02: Numerology (aka Numbers)
->03: Colours
04: Swords of Truth
05: Doppleganger
06: C.16th
->07: En Papier
08: Infinity YtinifnI
->09: Elvis
10: £4
11: mkk3
12: 4
13: Navigate - Colours
14: H.
15: Costume
16: I Will Say This Twi...

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