28.3.08

Franz Fucking Ferdinand

Acabo de ler no Lúcio Ribeiro que o Franz vem para o Brasil pela terceira vez! Uma notícia dessa é equivalente a um gol do São Paulo na Libertadores. E você sabe o que é um show do Franz Ferdinand? Sem querer se achar mas já se achando, é O show, se você ta arrependido de não ter ido em 2006, aproveite que eles estão voltando cedo, porque se você ainda espera pra ver um show do Strokes, esse você vai ficar esperando um tempo mesmo. O Franz é quase um Elton John do Indie, só vivem de hits, eu lembro que as 5 primeiras músicas deles no show foram tipo This Boy, Come On Home, Auf Achse, Tell Her Tonight e Dark Of Matinne, isso pra não citar a sexta, sétima, oitava.....ou seja, todas músicas que as pessoas sabem de cor sem saber que sabem. Em termos de hit, cabe uma comparação com o show do Killers, que foi histórico também mas onde as atenções estão apenas para Brandon Flowers. No Franz temos Paul Thomson, um baterista monstruoso, Bob Hardy que se ele não empolga, seu baixo empolga, Nick McCarthy, o guitarrista mais carismático do indie devido a sua maravilhosa guitarra vermelha brilhante, suas excelentes performances de palco, seus backvocals super bem encaixados e riffs marcantes(Take Me Out só deve ser menos marcante que Seven Nation Army nesta década), além de Alex Kapranos com suas fáceis melodias e letras boas e irônicas. Estou falando do Franz como se fossem uma banda nova que acabei de conhecer e estou lhes apresentando, mas isso tudo é apenas empolgação pra uma banda que você não pode perder ao vivo. Outro motivo para não perder o show, é para ter vans e eu poder ir. No histórico Motomix 2006, ninguém em Bauru ousou ir. Tá bom, como eu ia perguntando mesmo, você sabe o que é um show do Franz Ferdinand?
É "basicamente" esse vídeo ai embaixo, aqui Kapranos brinca "this is a song we play very often, and this is a song we play quite often that this is the last time we gonna play this song", só que todos acreditam, incluindo eu. E o público levou tão a sério que deu nisso, reparem no povo durante a ponte que muda o ritmo e na paradinha mais pro meio onde o Alex fala "Sao Paolo" (sem
acento e sem "u" mesmo), é pura catarse.

Eu podia dar umas provocadinhas nos meus companheiros de blog mas como voltei mais sensato ao blog e não quero provocar um 2 vs 1, pararei por aqui.
Enquanto esperamos por essa realidade(sonho) distante, a gente faz o que pode e vamos encarar(literalmente) um Shellac na terça feira. Olha esse foto, o cara parece o Renato Russo mendigo.

Não me venha falar que o cara do Shellac, o Steve Albini produziu Pixies(grande merda), Nirvana(ganhou meu respeito) e de quem ninguém fala, Joanna Newsom (vai valer um pedido de autógrafo pra ele no encarte que eu tenho e seu nome aparece escrito bem grande), pois isso não altera no som ruim que ele faz, é apenas um produtor que quer achar que é mais que isso.

Pra terminar, eu não sei como pronuncia Shellac, eu falo "Xeláqui" mesmo.

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